Teori não aceita pedido do PPS para que Dilma seja investigada

Teori não aceita pedido do PPS para que Dilma seja investigada
Ministro do STF afirmou que recurso foi protocolado pelo partido de oposição de maneira errada, sem a assinatura de um advogado
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki não aceitou o pedido feito pelo PPS para que a presidenta Dilma Rousseff (PT) fosse investigada na Operação Lava Jato. Em decisão tomada nesta terça-eira, o magistrado argumentou que a petição foi feita de forma errada, alegando que o agravo regimental é apócrifo e não indica quem seria o representante legal da ação. "A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal impede que se conheça de recurso sem assinatura de advogado", escreveu Zavascki no despacho.
A decisão ocorre no mesmo dia em que o PSDB, DEM e o SD anunciaram o apoio ao pleito do PPS para que Dilma fosse incluída na lista de investigados do petrolão. No documento, que foi entregue ao Supremo na última sexta-feira, o partido constesta a decisão da Procuradoria-Geral da República de não pedir investigação da presidente, a despeito de ela ter sido citada por dois delatores. Em depoimento à PF, o doleiro Alberto Youssef disse que Dilma e o ex-presidente Lula tinham conhecimento das irregularidades na estatal, como revelou reportagem de VEJA.
Também durante interrogatório, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pediu dinheiro para a campanha de Dilma nas eleições de 2010.
O ministro também negou o pedido do PPS para fazer parte do processo. Zavascki afirmou que a solicitação não cabe nessa fase do caso, que ainda está em inquérito, e que esse tipo de demanda só poderá ser feito quando houver denúncia formal feita pelo Ministério Público.
Ao encaminhar os pedidos de investigações para o STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu não se manifestar sobre o pedido de inquérito ou arquivamento referente à presidente Dilma. Segundo ele, a citação ao nome dela se referia a um episódio que aconteceu antes do seu mandato. O PPS afirmou que vai recorrer da decisão de Zavaski, alegando que não há impedimento constitucional para que a presidente seja investigada.

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