artori recua e chega a trégua com Eliana Calmon
Depois de criticar atuação do CNJ, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo diz que não houve quebra de sigilo bancário na devassa feita pelo órgão na corte paulista
Fernando Porfírio _247 - O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, mudou o tom do discurso e tratou de colocar panos quentes na guerra interna do Judiciário. O chefe da maior corte de Justiça do país disse, nesta segunda-feira (16), depois de se reunir com a ministra Eliana Calmon, corregedora Nacional de Justiça, que não houve quebra de sigilo bancário na devassa feita pelo órgão na corte paulista.
Sartori confirmou que teve acesso ao relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre movimentações financeiras atípicas no Judiciário. Segundo ele, o relatório não contém nomes. “Por ali não teve quebra de sigilo”, afirmou. “Não sei se há outros documentos, então não posso afirmar”, ponderou.
Quando tomou posse no início de janeiro, Sartori criticou a atuação do CNJ e disse que é preciso que o órgão respeite a legislação vigente para que o país não volte aos tempos de exceção como os do regime militar. “O temor é que não se respeite o devido processo legal, como tivemos no tempo do regime militar”, afirmou o presidente depois de tomar posse à frente do maior tribunal do país. “Queremos andar juntos com o CNJ, que foi uma criação salutar”.
Na época, Sartori disse que era a favor que os maus juízes sejam processados. “Só queremos que o CNJ respeite o devido processo legal e o pacto legislativo”, completou.
Na reunião desta segunda-feira com a ministra Eliana Calmon, Ivan Sartori defendeu um trabalho de cooperação entre tribunais e Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Se o tribunal não oferece colaboração, aí obviamente o CNJ deve agir por si só, de forma concorrente”, explicou. Para ele, a atuação do CNJ deve ser subsidiária, ou seja, o conselho só deve agir em caso de omissão ou a pedido da corregedoria local.
O desembargador lembrou que o tribunal paulista já instaurou procedimentos para apurar o recebimento de valores atípicos pelos magistrados, apontado no relatório do Coaf. “O que eu quero é que fique tudo muito claro para que saibamos o que está acontecendo. Eu acho que por ora não temos nada contra o tribunal de justiça de São Paulo. Entretanto vamos verificar, vamos abrir.”
Ivan Sartori informou que o Tribunal de Justiça está aberto para as apurações: “É um tribunal que se transformou em um tribunal transparente, e nós estamos dispostos a fornecer quaisquer informações”.
A ministra Eliana Calmon reuniu-se também com o presidente e o corregedor do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, desembargadores Orlando Eduardo Geraldi e Paulo Adibe Cassebi, respectivamente. “Estivemos aqui para reforçar o aspecto de total transparência do tribunal”, afirmou Geraldi. “Viemos reiterar que a nova gestão do tribunal segue a mesma linha (de transparência) e está à disposição da Corregedoria”, acrescentou Cassebi.
Comentário do Blog:
A corrupçao no judiciário já é compreendida por alguns desmbargdores como algo comum, pois as propinas recebidas pelos mesmos já não nos causa nenhuma surpresa, muito pelo contrario, gera-nos indignação, ao contrário de um assalariado que consegue sobreviver com o mínimo, sem precisar cometer nenhum delito, entretanto os homens de toga, não se conformam com o muito que ganham, tendo de negociar liminares para aumentar suas rendas.
No Maranhão não é diferente, basta ver como funciona por dentro do Tribunal de Justiça, pois por fora o prédio é muito bonito, todavia a falta de ética de alguns desembargadores daquela casa mancha a justiça, e nós como cidadãos passamos a compreender que a casa que deveria ser da justiça, passou a ser um laboratório de negócios particulares, de maneira que quanto maior a oferta, ou o grau de amizade, mais tempo o político permanecerá no poder. É caso de Bia Venâncio Prefeita de Paço do Lumiar, que por três vezes fora afastada, mas por conta de liminares volta, recentemente foi cassada pela Desembargadora Raimunda Bezerra e insanamente retorna ao caargo pela mesma desembargadora. Em outras situações a prefeita foi beneficiada por Nelma Sarney, já denunciada ao CNJ e Paulo Veltren.
O Municipio de Paço do Lumiar acontece de tudo e graças a alguns personagens do Judiciário.Veja que absurdo: O presidente da Câmara de vereadore é cassado pelo Superior Tribunal Eleitoral, entretanto seus amigos do judiciário ignoraram a instância superior, favorecendo a permanência do chefe da segunda quadrilha, que são os veredores, enquanto isso o Município não consegue avançar, ao contrário, tem contribuido para a magnitude do patrimônio daqueles que tem contribuindo para os desvios de recursos.
A cidade está sem comando, e o vice prefeito- Raimundo Filho impedido de assumir por conta da manobra do judiciário. Como se não bastasse, até a Juiza da comarca- Jaqueline Caracas foi impedida de julgar os processos da prefeita.
O Movimento SOS não está dormindo.Esta semana nós já percoremos todas as instâncias do judiciário no sentido de acompanhar e exigir o andamento dos processos, e isso não é perseguição como tem propagado o senhor Thiago Aroso. O que nós queremos é que vocês parem de sangrar os cofres, pois se assim continuarem, irão empobrecer muito mais a nossa cidade.
Como cidadão e membro do SOS tenho buscado por meio da legalida demonstrar para a sociedade que não podemos mais admitir que esses usurpadores continuem impunes, e é desejo de todos nós que o CNJ investigue com rigor todos os desembargadores do Maranhão que etão envolvidos com negociação de liminares.
Por fim, somos convicto que tão logo Bia será condenada a deixar o cargo para assumir o Prefeito de fato que é o senhor Raimundo Filho, esse é um dos primeiros passos para que a justiça seja moralizada.
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