(Segundo
a publicação, o ex-dirigente citou, entre outros políticos, os nomes da
governadora Roseana Sarney (Maranhão) e dos ex-governadores Sérgio Cabral (Rio)
e Eduardo Campos Pernambuco); do ministro de Minas e Energia, Edison
Lobão; dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro
Nogueira (PP-PI); e dos deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Cândido
Vacarezza (PT-SP), Mário Negromonte (PP-BA) e João Pizzolatti (PP-SC).
Leia
abaixo as versões dos políticos que teriam sido mencionados por Paulo Roberto
Costa nos depoimentos.
Sérgio Cabral – A assessoria de Cabral informou que, nos sete anos e três meses como governadores do Rio, ele "jamais indicou ou interferiu nas nomeações do governo federal. Tampouco nas decisões gerenciais da Petrobras". "O ex-governador repudia a inclusão de seu nome em qualquer dos fatos supostamente relatados pelo ex-diretor". Segundo a revista "Veja", Cabral informou que sua relação com Paulo Roberto Costa sempre foi institucional e que nunca recebeu dinheiro dele.
Sérgio Cabral – A assessoria de Cabral informou que, nos sete anos e três meses como governadores do Rio, ele "jamais indicou ou interferiu nas nomeações do governo federal. Tampouco nas decisões gerenciais da Petrobras". "O ex-governador repudia a inclusão de seu nome em qualquer dos fatos supostamente relatados pelo ex-diretor". Segundo a revista "Veja", Cabral informou que sua relação com Paulo Roberto Costa sempre foi institucional e que nunca recebeu dinheiro dele.
Roseana Sarney – Por meio de nota divulgada por sua assessoria,
disse repudiar, "de forma veemente e com grande indignação", as
referências feitas a ela pelo ex-diretor e publicadas pela "Veja". A
governadora afirmou no comunicado que tomará "todas as medidas jurídicas
cabíveis" para sua "honra e dignidade". "Nunca participei
de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da
Petrobras recursos de qualquer natureza", disse.
Eduardo Campos – Substituta de Eduardo Campos na corrida
presidencial, a ex-senadora Marina Silva (PSB), neste sábado o ex-governador, morto em
acidente aéreo no mês passado. "O fato de ter um empreendimento da Petrobras
feito no seu estado não dá o direito, a quem quer que seja, de colocá-lo na
lista dos que cometeram qualquer irregularidade", afirmou a presidenciável
do PSB em Brumado (BA). Mais tarde, em Vitória da Conquista (BA), disse que é
preciso aguardar as investigações sobre o caso para evitar que Campos seja
vítima de uma “grande injustiça"."Não queremos ver Eduardo morrer
duas vezes, por uma fatalidade ou por qualquer tipo de leviandade em relação ao
seu nome, à sua memória", afirmou. O Partido
divulgou em nota na qual aponta uma tentativa de se "desgastar a imagem de
Eduardo Campos" e informa que vai à Justiça para obter cópia dos
depoimentos.
Edison Lobão – O G1 procurou o ministro Edison Lobão por meio
da assessoria de comunicação, mas não conseguiu contato até a última
atualização desta reportagem. Segundo "Veja", o ministro informou que sua relação com Costa sempre foi
"institucional". Ele negou à revista ter recebido dinheiro do
ex-diretor da Petrobras.
Renan Calheiros – Por meio de nota, o presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que “nega e repudia as especulações do
ex-diretor da Petrobras”, A nota diz ainda que as relações do senador com
diretores da estatal “nunca passaram os limites institucionais.” O presidente
do Senado afirmou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério
Público devem “apurar a veracidade das declarações do ex-servidor a fim de
esclarecer se o mesmo merecerá ou não o benefício da delação premiada.”
Romero Jucá – Líder do governo no Senado nos governos Lula e
Dilma, o senador Romero Jucá distribuiu nota, por meio da sua assessoria, para
rechaçar a menção a seu nome. Na nota, o senador diz que conhecia Costa de
forma institucional e "repudia as insinuações" feitas pela
reportagem. “O senador nega ter recebido qualquer recurso por meio do
ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e que conhece o diretor de maneira
institucional”.
Ciro Nogueira – A assessoria do PP informou que o partido,
presidido por Nogueira, não teve acesso ao depoimento e, portanto, não pode se
manifestar apenas com base em informações veiculadas pela imprensa. Segundo a
revista "Veja", o senador disse que conheceu o ex-diretor da
Petrobras em eventos do partido, mas negou ter recebido dinheiro dele.
Henrique Alves – O deputado Henrique Alves, presidente da
Câmara, informou, por meio de nota, que nunca pediu nem recebeu "quaisquer
recursos" de Costa. "As insinuações publicadas pela revista Veja, de
forma genérica e sem apresentar evidências sobre o meu nome, não podem ser tomadas
como denúncia formal nem fundamentadas”, disse o deputado.
Cândido Vaccarezza – Ex-líder do governo na Câmara,
Vaccarezza afirmou em nota que, na ocasião em que foi procurado pela revista,
negou "peremptoriamente" qualquer tipo de negociação com Paulo
Roberto Costa. O deputado petista, no entanto, argumenta que a reportagem
publicou apenas que ele se encontrou "por duas vezes" com o
ex-dirigente da estatal. "Reafirmo que nunca fiz qualquer negociação com o
Sr. Paulo Roberto Costa; Sempre atendi e vou continuar atendendo a imprensa de
forma honesta e verdadeira", diz Vacarezza na nota.
João Pizzolatti – Em nota, o deputado João Pizzolatti negou
"de forma veemente" ter cometido ilícitos. Segundo ele, o conteúdo da
delação premiada não foi objeto de "absolutamente nenhuma
comprovação". "O Deputado Pizzolatti não se intimidará e nada tem a
temer em relação a quaisquer de seus atos, eis que ao longo de anos de vida
pública, séria e honrada, o mesmo sempre só fez demonstrar incansável trabalho
e dedicação em prol do povo de Santa Catarina", afirma o texto da nota.
Mario Negromonte – O G1 tentava contato com o deputado até a
última atualização desta reportagem. Segundo a revista "Veja",
Negromonte não respondeu.
João Vaccari Neto – O secretário nacional de Finanças do PT,
João Vaccari Neto, foi citado no texto da revista como responsável pela ponte
entre o partido e o esquema de pagamento de propina na Petrobras. Não há
detalhes na reportagem sobre como funcionaria essa intermediação. Vaccari
divulgou nota na qual nega a acusação. "É absolutamente mentirosa a
declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou
mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou
qualquer outro assunto", disse na nota.
O suposto esquema
Integrante da diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, Costa
foi preso pela Polícia Federal (PF) durante as investigações da Operação Lava
Jato, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que
teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Devido às acusações, ele está preso
no Paraná.
O ex-diretor da estatal do petróleo fez um acordo de delação
premiada. Os depoimentos de Costa à PF têm ocorrido diariamente, na
Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. A PF não revela o conteúdo
dos depoimentos.
A reportagem de "Veja" não detalha o papel que cada
um dos políticos mencionados por Costa teve na suposta fraude. O texto diz que,
pelo acordo firmado com o Ministério Público Federal, o ex-dirigente teria se
comprometido a detalhar o envolvimento de cada um dos políticos no esquema. A
reportagem também afirma que os policiais federais e procuradores da República
estimam que levará mais três semanas para o ex-diretor da Petrobras esgotar o
que tem a dizer.
Outra informação relatada pela revista é de que Paulo Roberto
Costa teria admitido pela primeira vez, durante os depoimentos da delação
premiada, que as empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham,
obrigatoriamente, de contribuir para um caixa paralelo que era distribuído a
partidos e políticos da base governista. O ex-diretor teria dito, informou
"Veja", que cada partido tinha seu encarregado de fazer a intermediação
com o esquema de corrupção.
0 comentário "06/09/2014 14h11 - Atualizado em 06/09/2014 21h57 Ex-diretor da Petrobras citou políticos que receberam propina, diz revista"
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