O Estado Islâmico teria divulgado nesta terça-feira (2) um
vídeo de 2 minutos e 46 segundos no qual aparece a decapitação de outro
jornalista norte-americano, Steven Sotloff, de acordo com informações do jornal
The New York Times, que cita o Site Institute, organização que trabalha no
rastreamento de atividades terroristas.
Com o título Segunda mensagem à América, este pode ser o
segundo vídeo com a morte de um repórter dos EUA.
O carrasco que aparece nas imagens possui um forte sotaque
britânico, e suspeita-se que tenha sido o mesmo que degolou James Foley, em
meados de agosto.
"Eu voltei, Obama, e voltei por conta de sua arrogante
política contra o Estado Islâmico. Como os seus mísseis continuam a atingir o
nosso povo, os nossos facões continuarão cortando o pescoço da sua gente",
disse o executor, antes de matar Sotloff.
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Além disso, no vídeo, o jornalista afirma que está
"pagando o preço" pelas decisões tomadas pelo governo do presidente
Barack Obama, de acordo com a agência Ansa.
Antes de ser assassinado pelo jihadista, o homem se dirige a
Obama para lhe dizer que está "pagando" com sua vida pela
"interferência" americana no Iraque.
"Por acaso não sou um cidadão americano? Você gastou
bilhões de dólares dos impostos americanos, e perdemos milhares de nossas
tropas lutando contra o Estado Islâmico, portanto onde está o interesse do povo
quando voltamos a insuflar esta guerra?", disse o homem, que se
suspeita ser Sotloff.
Nos últimos segundos das imagens da morte Foley, divulgadas
no mês passado, um membro do Estado Islâmico aparecia ao lado de Sotloff, de 31
anos, e ameaçava: “A vida deste cidadão americano, Obama, depende de sua próxima
decisão”.
Na ocasião, os jihadistas prometeram assassinar o repórter
caso os Estados Unidos continuassem os ataques aéreos no norte do Iraque. O
jornalista fora sequestrado em Aleppo, na Síria, em agosto do ano passado.
O EI ameaça também tirar a vida de um refém britânico que
está em suas mãos, David Cawthorne Haines.
Atualmente o EI controla vastas áreas nesses dos países e
persegue duramente outros grupos religiosos.
A Casa Branca diz que ainda não pode confirmar a morte do
repórter. O porta-voz Josh Earnest declarou que as imagens do vídeo estão sendo
avaliadas.
"Sim, há um vídeo que foi publicado, será analisado
muito cuidadosamente pelo governo americano e por funcionários de inteligência
para determinar sua autenticidade", disse Earnest aos jornalistas em sua
entrevista coletiva diária.
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