A petroleira estatal disse que, embora não comente conteúdos
não oficiais publicados nos meios de comunicações, bem como declarações sobre
investigações em curso, é do interesse da direção da empresa ver a conclusão de
todas as apurações, e por isso "continuará contribuindo para que isto
ocorra rápida e eficazmente".
Além de requerer informações que Costa já forneceu no âmbito
da delação premiada, a empresa disse que também enviou cartas às empresas
citadas nas reportagens solicitando dados sobre a existência de contratos com
companhias ligadas ao doleiro Alberto Youssef e sobre qualquer envolvimento com
as atividades objeto da investigação da operação Lava Jato.
Segundo a companhia, tais informações subsidiarão as
Comissões Internas de Apuração já instaladas pela empresa.
De acordo com reportagens, o ex-diretor teria dito à Polícia
Federal que dezenas de parlamentares e três governadores teriam recebido
pagamentos de comissão sobre contratos da estatal.
As ações preferenciais da Petrobras, que chegaram a subir
mais de 3 por cento no início dos negócios, fecharam em queda superior a 4 por
cento, com operadores citando principalmente investidores estrangeiros como
vendedores.
A Petrobras disse também que cumpre rigorosamente seu dever e
vem prestando todas as informações solicitadas pela Polícia Federal, Tribunal
de Contas da União, Controladoria Geral da União e Ministério Público.
A Diretoria Executiva da Petrobras informou
ainda aos seus acionistas e empregados que "a empresa continua trabalhando
normalmente em todas as suas unidades para atender a seus objetivos
empresariais, visto que atos irregulares, que possam ter sido cometidos por uma
pessoa ou grupo de pessoas, empregados ou não da empresa, não representam a
conduta da instituição Petrobras e de sua força de trabalho


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