Com
a queda do Império Otomano,
a Inglaterra transforma a região em colônia britânica, instituindo um
protetorado - apoio dado por uma nação a outra menos poderosa - na região
pleiteada tanto por palestinos quanto por israelenses, o qual se estendeu de
1918 até 1939. Depois do início da Segunda Guerra Mundial, com a perseguição do Nazismo aos
judeus, os problemas se agravaram, pois mais que nunca eles desejavam retornar
à Palestina, há muito tempo consagrada como um território árabe.
O
principal confronto entre palestinos e israelitas se dá em torno da soberania e
do poder sobre terras que envolvem complexas e antigas questões históricas,
religiosas e culturais. Tanto árabes quanto judeus reivindicam a posse de territórios
nos quais se encontram seus monumentos mais sagrados. A ONU ofereceu aos dois
lados a possibilidade de dividir a região entre palestinos e israelenses; estes
deteriam 55% da área, 60% composta pelo deserto do Neguev. A Palestina resistiu
e se recusou a aceitar a presença de um povo não árabe neste território.
Com
a saída dos ingleses das terras ocupadas, a situação se complicou, pois os
judeus anunciaram a criação do Estado de Israel. Egito, Jordânia, Líbano, Síria e
Iraque se mobilizaram e deflagraram intenso ataque contra os israelenses, em
busca de terras. Assim, o Egito conquista a Faixa de Gaza, enquanto a Jordânia obtém a
área composta pela Cisjordânia e por Jerusalém Oriental. Como conseqüência
desta disputa, os palestinos são desprovidos de qualquer espaço nesta região.
A
OLP – Organização para Libertação da Palestina –, organização política e
armada, voltada para a luta pela criação de um Estado Palestino livre, é criada
em 1964. Logo depois, em 1967, os egípcios passam a impedir a passagem de
navios israelenses e começam a ameaçar as fronteiras de Israel localizadas na
península do Sinai, enquanto Jordânia e Síria posicionam seus soldados igualmente
nas regiões fronteiriças israelenses. Antes de ser atacado, o povo israelita dá
início à Guerra dos Seis Dias,
da qual sai vitorioso, conquistando partes da Faixa de Gaza, do Monte Sinai,
das Colinas de Golã,
da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental. Em 1982, obedecendo a um acordo com o
Egito, assinado em 1979, os israelenses deixam o Sinai.
Em
1973, outra guerra se instaura entre Egito e Síria, à frente de outros países
árabes, e Israel, o Yom Kippur,
assim denominada por ter se iniciado justamente nas comemorações deste feriado,
um dos mais importantes dos judeus, com um ataque surpresa dos adversários.
Este embate provoca no Ocidente uma grande crise econômica, pois os árabes
boicotam o envio de petróleo para os países que apóiam Israel, mas apesar de
tudo os israelenses saem vitoriosos, com acordos estabelecidos em Camp David,
território norte-americano. O Egito é o primeiro povo árabe a assinar um tratado de paz com Israel, sob os
governos do egípcio Anuar Sadat e do primeiro ministro israelense Menahen
Begin. Em conseqüência deste ato, o país é expulso da Liga Árabe.
Mas
a paz não dura muito. Em 1982 Israel ataca o Líbano, com o suposto objetivo de
cessar as investidas terroristas que seriam empreendidas pela OLP a partir de
bases localizadas neste país. Cinco anos depois ocorre a primeira Intifada – sublevação popular assinalada
pela utilização de armas rudimentares, como paus e pedras, atirados contra os
judeus; mas ela não se resumia só a essas investidas, englobava também vários
atentados sérios contra os israelenses. Finalmente, em 1988, o Conselho
Palestino rejeita a Intifada e aceita a Partilha proposta pela ONU.
No
ano de 1993, através do Acordo de Paz de Oslo, criou-se a Autoridade Palestina,
liderada pelo célebre Yasser Arafat. Os palestinos, porém, continuaram
descumprindo as cláusulas do tratado por eles firmado, pois a questão
principal, referente a Jerusalém, se mantém em aberto, enquanto os israelenses,
mesmo dispostos a abandonar várias partes dos territórios ocupados em Gaza e na
Cisjordânia, preservam neles alguns assentamentos judaicos. Por outro lado, não
cessam os atentados palestinos.
Uma
nova Intifada é organizada a partir de 2000. Um ano depois Ariel Sharon é
elevado ao cargo de primeiro-ministro de Israel, invade novamente terras
palestinas e começa a edificar uma cerca na Cisjordânia para evitar novos
atentados de homens-bombas. Em 2004 morre Yasser Arafat, substituído então por
Mahmud Abbas, ao mesmo tempo em que israelenses recuam e eliminam encraves
judaicos nos territórios ocupados. O terror, porém, continua a agir. Em 2006 ocorre
um novo retrocesso com a ascensão do Hamas, grupo de fundamentalistas que se recusa
a aceitar o Estado de Israel, ao Parlamento Palestino. Qualquer tentativa de
negociação da paz se torna inviável.
As
chances do nascimento de um Estado Palestino eram crescentes, mas com a eleição
do Hamas, não reconhecido pela
comunidade internacional, tudo se complica e as possibilidades de paz se
reduzem. Neste momento, por conta de confrontos internos entre os palestinos,
eles perdem a maior oportunidade de garantir a soberania sobre o território
reivindicado, pois há uma nova escalada do terror. Em 2006 também ocorre o
afastamento de Ariel Sharon, atingido por um derrame cerebral que o deixa em
coma. Ele é então substituído temporariamente por Ehud Olmert, logo depois
consolidado no poder pela vitória de seu partido nas eleições.
Atualmente,
a maior parte dos palestinos e israelenses concorda que a Cisjordânia e a faixa
de Gaza devem constituir o Estado Palestino; e o Hamas e o Fatah uniram-se para a instauração de um
governo de coalizão, à custa de muito sangue palestino derramado, mas esse
passo ainda não foi suficiente para instalar a Palestina de volta nas mesas de
negociação.
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