Do
Blog Edgar Ribeiro
Mãe
de bebê diagnosticada com Cardiopatia Congênita pediu ajuda ao Estado e
conseguiu na Justiça uma liminar que determinou o transporte imediato e urgente
da bebê Haléxia por uma UTI-AÉREA.
O
Secretário de Saúde, Ricardo Murad, fez pouco caso da situação da bebê e não
acatou a determinação da Justiça.
Um
empresário chegou a emprestar R$ 50 mil para a desesperada mãe da criança.
Tarde demais, o tempo fez com que a bebê não resistisse à viagem, vindo à
óbito.
Já
para familiares, a atitude de Ricardo Murad foi outra:
No
final de 2013 Ricardo contratou serviço de UTI aérea para deslocamento de seu
cunhado Alexandre César Trovão. Com dispensa de licitação, a Secretaria de
Estado da Saúde fez uma contratação com a empresa Nortejet Táxi Aéreo Ltda, no
valor de R$ 83.700,00.
A
bebê Haléxia foi vítima de um gestor dissimulado e falastrão, aproveitador da
desinformada população do Maranhão que atendeu seu apelo para eleger a filha
deputada.
O
DESABAFO DE UMA MÃE
MAIS
UMA VITIMA DE SUCESSÕES DE ERROS
Quero
tornar público e peço que vocês compartilhem com o máximo de pessoas para que
outras mães saibam que se seus filhos forem diagnosticados com alguma doença
que não tenha tratamento em seu estado de origem e precisar ser transportado
por uma UTI-AÉREA o Estado precisa garantir que isso seja feito de imediato
antes que aconteça o pior. Chega de pais terem que ver seus filhos morrerem
porque o Estado nao faz nada. Precisamos mudar a estória de outras pessoas.
Primeiramente,
quero deixar registrado que realizei todos os exames do pré-natal quando estava
grávida e todos os resultados foram NORMAIS, mas quando Halexia nasceu (dia 24
de outubro de 2014, numa sexta-feira), realizou um exame de coração e foi
diagnosticada por um profissional especialista na área com um problema no
coração que para nós (pais) parecia não ser grave, já que teve alta sem NENHUMA
INDICAÇÃO de medicação ou tratamento específico. A única recomendação foi
realizar uma outra consulta na clinica em que o profissional trabalha após 20
(vinte dias) da data da alta porque era o tempo que a respiração dela já
estaria melhor.
Exatamente
20 dias após a alta, HALÉXIA passou mal e procuramos um Hospital onde ela
realizou exames e foi descoberto de fato o tipo de cardiopatia congênita
(provável drenagem total de veias pulmonares intra cardíaca ) e que precisaria
URGENTE de procedimento cirúrgico em outro Estado (para esse tipo de problema
não tem atendimento no Estado do Maranhão, somente em Hospitais de referência
no Estado de São Paulo). Além disso, ela precisaria ser transportada por meio
de uma UTI-AÉREA que custa R$ 89.000,00. Fomos informados que o quadro dela
nesse momento era estável, pois estava respirando sem ajuda de aparelhos o que
ajudaria no transporte e na cirurgia, mas que teríamos que providenciar com
URGÊNCIA antes que o quadro se agravasse para que não ocorressem outras
complicações.
Então,
começamos mais uma luta para a sobrevivência da Halexia. Como não temos esse
dinheiro todo, procurei a orientação da Secretaria de Saúde do Estado do
Maranhão (SES) onde, mesmo diante da situação de urgência (ela estava internada
em UTI-Neonatal), fomos orientados por funcionários a realizar trâmites de
procedimentos normais o que poderia complicar o quadro dela, uma vez que
estávamos lutando contra o tempo. Desta forma, nos vimos obrigados a procurar o
Judiciário, onde depois de alguns erros e desencontros conseguimos uma liminar.
Achamos que a vitória estava garantida, porém de posse desta liminar procurei
novamente a Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão (SES) onde nenhuma
providência havia sido tomada e o tempo, tão precioso para a vida da minha
filha, foi sendo prolongado por conta de uma série de omissões. Deixei de ficar
mais tempo ao lado dela na UTI pra ficar em fórum e Secretaria de Saúde para
cobrar algo que o artigo 5º da nossa Carta Magna diz que é um direito
garantido. E minha filha, que antes não precisava de aparelhos para respirar,
agora já estava mais cansada e usando um “capacete” de oxigênio. Mesmo passando
por tudo isso, funcionários do (SES) me ligaram dizendo que estava tudo
resolvido com o Hospital e a UTI-aérea – descobri, porém, que mais uma vez eles
estavam mentindo (o funcionário da UTI-aérea me ligou dizendo que não estava
nada confirmado no Hospital de São Paulo e que por isso agente não poderia
viajar). Novamente procurei o Judiciário para que fosse bloqueado o dinheiro da
conta do (SES), visando a resolução do problema. Quando estava no fórum
resolvendo isso um empresário soube da estória se compadeceu e sem nunca ter me
visto me emprestou o dinheiro R$ 50.000,00 (taxa de transferência) para que
fosse depositado na conta do hospital que lição de solidariedade. Nesse dia o
estado de saúde da minha filha se agravou e com o transporte ela ficou mais
debilitada. Conseguimos depois de muito tempo lutando pegar o vôo em uti aérea,
porém com uma hora de vôo ela teve a primeira parada cardíaca ali, na minha
frente. Presenciei cenas de horror para qualquer mãe, nessa hora peguei no
pezinho dela e disse: “força filha você vai conseguir”. Infelizmente tivemos
que retornar para São Luís e ela acabou falecendo no hospital.
O
que eu quero chamar atenção é para o descaso com a vida de um ser humano.
Quantas Halexias já morreram e quantas ainda precisaram morrer para que o
Estado tome providências? Fico indignada por tantas atrocidades, primeiro pelo
diagnostico errado, depois pelos erros do judiciário e da Secretaria de Estado
de Saúde do Maranhão. Contudo, ela ainda lutava pra viver, pois quando deu
entrada na UTI Neonatal ela estava respirando sem ajuda de nenhum aparelho, mas
demorou tanto esperando a resolução de todas essas séries de erros que acabou
não resistindo. Me dói ela não ter tido o direito de fazer a cirurgia. Quantas
mães ainda terão que passar por isso? Me dói que, mesmo lutando todos os dias
incansavelmente, não pude cumprir a promessa que fiz pra ela, porque todos os dias
quando me despedia dela no hospital eu encostava os meus lábios no ouvidinho
dela e dizia: “Filha, a mamãe vai levar você para São Paulo e você vai
conseguir. Continue lutando pela sua vida aqui que a mamãe faz o resto”. Eu fui
privada de cumprir a promessa que fiz para a minha filha, promessa de mãe é
sagrada.
A
minha filha foi uma guerreira, lutou até o fim pela vida dela. Eu também lutei
junto com ela, nós fizemos a nossa parte, mas infelizmente quem deveria ter nos
amparado e feito alguma coisa não fez. Ela se foi e deixou um enorme vazio
dentro de mim que eu pretendo preencher continuando a luta, agora em prol da
vida de outras pessoas que precisam de um hospital em outros Estados, porque o
seu de origem não oferece o tratamento. Pessoas que precisam de uma UTI-aérea e
não tem R$ 89.000,00 para pagar pelo serviço. Eu não aceito que a luta dela e a
minha tenham sido em vão. Eu tenho sede de justiça, por isso peço que vocês
divulguem para que outras pessoas leiam e que as autoridades tomem
providências. O meu objetivo é converter toda essa dor que sinto em sentimentos
bons que alcancem outras pessoas e as tornem mais humanas, solidarias eu quero
espalhar o amor ao próximo porque se todas as pessoas possuíssem esses
sentimentos faria muita diferença na vida de outras pessoas, lembro que um dos
ensinamentos bíblicos é amai-vos uns aos outros, isso deveria inspirar pessoas.
Eu quero que outras mães tenham a oportunidade que eu não tive. Se eu conseguir
alcançar ao menos um juiz para que ele priorize uma ação que visa garantir a
vida de alguém; um advogado que ajude uma mãe que não tem condições de pagar
seus honorários a fazer uma petição visando garantir o bem maior que é a vida;
um gestor de saúde que priorize a vida de seus cidadãos, um médico para que ele
cumpra o juramento que fez de salvar vidas, se essa mensagem conseguir alcançar
ao menos o coração de uma pessoa e fizer com que ela se torne alguém melhor,
que realmente faça a diferença na vida de outra pessoa, já terá válido a pena
ter postado essa mensagem. Quanto à minha dor, ela é tão imensa que não consigo
descrever, ainda consigo sentir o cheiro dela em toda parte, escuto o seu
chorinho, sinto o toque da pele dela e quando eu quero matar a saudade de tudo
isso, eu simplesmente procuro ela em todos os cantos da casa e não a encontro,
eita dor que me consome, quem já perdeu um filho sabe do que eu estou falando,
mas essa luta tem me dado força para viver e espalhar o bem por ai.

0 comentário "OMISSÃO E DESCASO DA TRUCULÊNCIA DE RICARDO MURAD MATA BEBÊ."
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