MPF quer indenização bilionária e bloqueio de novas obras de empreiteiras




O Ministério Público Federal (MPF) entrou com cinco ações de improbidade administrativa nesta sexta-feira contra as empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix, citadas na Operação Lava-Jato. Elas são suspeitas de roubo bilionário na Petrobras. O MPF quer ressarcimento de R$ 4,47 bilhões e que as empresas sejam impedidas de fazer novos contratos com o Poder Público.
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As ações pedem R$ 319 milhões de devolução pelos desvios na estatal, R$ 959 milhões como pagamento de multa civil e R$ 3,19 bilhões como indenização por danos morais coletivos.
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Além disso, o MPF quer que as empreiteiras sejam proibidas de receberem benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, e que as penalidades atinjam as companhias ligadas ao mesmo grupo econômico que atuem ou venham a atuar no mesmo ramo de atividade das empreiteiras.
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De acordo com o MPF, o valor do ressarcimento deve aumentar por causa do acréscimo de juros de mora e correção monetária desde a data da fraude, que teria começado, segundo as investigações, em 2004.
As ações buscam que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos delatores da Lava-Jato, declare a prática de improbidade administrativa. Costa não está incluído nos pedidos de condenação devido ao acordo de delação premiada.

"As ações materializam a convicção do MPF de que todos, numa república, devem ser punidos igualmente, na proporção da gravidade de seus atos e culpas. A corrupção pode ser vista como uma decisão embasada em custos e benefícios. Empresas corrompem porque os benefícios são maiores que os custos. Devemos inverter essa fórmula", afirmou o procurador federal Deltan Dallagnol.

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