Weverton Rocha quer repetir no PDT o que fez na UMES

“Faço política, não faço negociações”, afirma Weverton Rocha

Na tarde desta sexta-feira (20) o deputado federal Weverton Rocha recebeu, em seu escritório político no bairro do Renascença, em São Luís, um grupo de jornalistas para uma coletiva sobre os últimos acontecimentos no PDT. Entre as declarações do deputado, que estava calado sobre a situação do partido no estado foi a de que o ex-presidente Igor Lago estava conduzindo a legenda à revelia da direção nacional.
“Foram feitas quase 40 convenções municipais sem levar em conta o que prevê o Estatuto do partido, onde essas convenções têm que ser previamente agendadas e aprovadas pela Executiva Nacional”, afirmou Weverton.
Segundo Weverton, existem hoje dois grupos dentro do PDT maranhense. “O nosso quer o ex-deputado Julião Amim para a presidência e o outro quer a renovação da provisória para o Igor Lago. Outras frentes também existem como a do Rubem Brito, que quer apostar em um terceiro nome. Vamos discutir”, esclareceu.
Rocha garante que não vê problema em discutir a legitimidade dos companheiros. Para ele, todos, com exceção do médico Igor Lago, têm condições de disputar o espaço de presidente do partido. “Não adianta é apontar o dedo e tentar desqualificar os companheiros”, declarou o deputado. E completou: “não vou admitir que uma pessoa que não mora no Maranhão chegue aqui e diga: eu sou o filho, e sou o herdeiro, eu tenho que entrar, o partido é meu! Não é por aí, tem que se conversar”, ressaltou.
Quanto às declarações feitas por Moacir Feitosa, ex-presidente municipal do PDT, de que ele estaria junto com Julião Amim querendo negociar o partido, Weverton garante que “não é bem assim” e relembra que Moacir Feitosa já participou de vários partidos e sempre se beneficiou em cargos públicos. “Ele foi secretário do prefeito João Castelo e quando saiu para disputar a eleição de deputado e perdeu, não conseguiu voltar mais para o governo. A partir daí Castelo passou então a não prestar. Moacir entende melhor de negociações do que eu”, disparou.
De acordo com o deputado suas diferenças com Igor Lago são de ordem política. “Minha questão com ele é política, nós estamos discutindo política com alguém que não tem nenhuma formação política, e nós estamos em um partido político”, frisou.
Sobre a confusão envolvendo Moacir Feitosa e alguns membros da militância do partido, durante reunião na sede do partido na última quinta-feira, 19, Weverton disse que nestes tipos de debates geralmente os ânimos se acirraram.
“Somos um partido de massas, de militantes, eu lamento porque dizem que a juventude do partido fez arruaça lá. Isso não é verdade, acontece que na nossa militância todos são iguais, tem o mesmo tamanho. Não dá para você apontar o dedo para alguém e achar que vai dizer o que quer e que não vai ouvir nada”, ponderou. Weverton Rocha finalizou a entrevista coletiva dizendo esperar que os ânimos se acalmem. “Somos companheiros, a gente sempre se respeitou, a gente sempre teve uma linha de convivência tranquila, então eu espero que mais uma vez a gente consiga tocar o nosso PDT com a sabedoria e tranquilidade necessárias”, concluiu.
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Oligarquia Sarney trama para adiar audiência de cassação de Roseana

Do sítio do jornalista Jorge Vieira
O vice-governador, Washington Luiz Oliveira (PT) protocolou, nesta manhã de sexta-feira (20), às 9h46min, no Tribunal Regional Eleitoral, uma petição, com a finalidade de afastar o juiz federal Nelson Loureiro da realização da audiência do dia 27, que ouvirá as testemunhas de defesa no processo de cassação da governadora Roseana Sarney, por abuso de poder político e econômico na eleição de 2010.
O documento protocolado por Washington, hoje uma espécie de laranja da Oligarquia Sarney, pede que a carta de ordem do TSE volte ao juiz Sérgio Muniz.
O processo de cassação do mandato de Roseana Sarney e seu vice Washington Luiz Oliveira (vulgo Macaxeira), por corrupção e abuso de poder econômico, movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares, já deveria ter sido julgado há muito tempo. Mas a Oligarquia Sarney tem usado de todos os meios escusos para retardar o julgamento, temendo aquilo que os especialistas chamam de uma “cassação certa”.
Apesar de toda a prova documental existente no processo do uso de recursos de convênios, (cujo montante chega a um bilhão de reais), com todo tipo de entidades, de prefeituras à associação de futebol de areia, para beneficiar a reeleição de Roseana e seu vice, seus advogados pediram para ser ouvida uma quantidade enorme de testemunhas de defesa (12) para provar que não houve abuso.
Como o processo tramita no Tribunal Superior Eleitoral (RCED 809), cujo relator é o ministro Arnaldo Versiani, foi determinado que o Tribunal Eleitoral do Maranhão ouvisse as testemunhas de defesa de Roseana Sarney, dentro de sessenta dias. No dia 01 de setembro de 2011, a carta de ordem do TSE (PET Nº 27311 – TRE/MA), chegou ao juiz Sérgio Muniz, que é filho do secretário adjunto da Casa Civil do governo de Roseana, Antônio Muniz.
Na véspera de expirar o prazo para cumprir a ordem do TSE, Sérgio Muniz, que havia passados 58 dias sem dá qualquer despacho no processo, “descobriu” que faltavam alguns documentos vindos do TSE. Nem marcou audiência e devolveu todo o processo ao Tribunal Superior Eleitoral.
O ato do juiz Sérgio Muniz foi considerado tão grave, que mereceu até pronunciamento do deputado Domingos Dutra na Tribuna da Câmara dos Deputados, no dia 22.11.2011, denunciando o que o parlamentar do PT chamou de “manobras que a família Sarney estaria fazendo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para evitar a cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB)”.
O TSE, então, determinou o retorno da carta de ordem ao TRE do Maranhão, e foi redistribuída ao juiz federal Nelson Loureiro, que, no dia 14 de dezembro de 2011, designou a audiência para ouvir as testemunhas de defesa de Roseana para o dia 27 de janeiro.
Mas o inédito desse processo, talvez único na história, é que a pessoa acusada de cometer um crime, a corrupção eleitoral e abuso de poder econômico – no caso, Roseana Sarney – faz de tudo para que suas próprias testemunhas de defesa não sejam ouvidas pela justiça.
Agora, mais uma vez a Oligarquia se vale de seus instrumentos escusos para conseguir seu intento.
Artifício
Hoje, 20 de janeiro, às 09:46hs, o laranja Washington Macaxeira, que tem servido apenas para ser usado pela Oligarquia, protocolou uma petição no TRE (processo 1974/2012), cujo objetivo é exatamente afastar o juiz federal Nelson Loureiro da realização da audiência do dia 27, e que a carta de ordem do TSE volte ao juiz Sérgio Muniz.
Certamente, mais uma vez o TRE cumprirá as ordens da Oligarquia e não permitirá que a audiência do processo de cassação de Roseana e seu vice Washington Luiz se realize no dia 27, e ainda mais sob o comando de um juiz federal independente.
Na verdade, no meio jurídico, todos sabiam que a Oligarquia Sarney não iria se conformar que a carta de ordem do Tribunal Superior Eleitoral permanecesse com o juiz federal Nelson Loureiro, e usariam mais uma vez de todos meios para retardar o desfecho final do processo de cassação de Roseana e seu vice.
Não é por outra razão que todos os processos de cassação contra Roseana Sarney que já tramitaram no Tribunal Eleitoral do Maranhão, desde a eleição de 1994, foram todos sumariamente arquivados, alguns deles apreciados após o fim do mandato, quando já não tinha mais mandato a ser cassado

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